Acolhimento, respeito ao espaço e busca de ajuda especializada são atitudes apontadas para preservar o vínculo.
Em meio ao Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a valorização da vida e a prevenção do suicídio, o especialista em relacionamentos Henri Fesa orienta casais sobre como agir quando um dos parceiros atravessa uma fase difícil. Segundo ele, estar presente não significa ter de resolver imediatamente os problemas da outra pessoa.
O especialista afirma que mudanças como silêncio, afastamento ou menor disposição para conversar não devem ser interpretadas automaticamente como falta de amor. Para ele, cobranças e pressão por respostas podem aumentar a tensão em um momento de sofrimento.
Acolhimento sem pressão
Fesa recomenda perguntar como a pessoa está e deixar claro que há disponibilidade para conversar, sem exigir que ela se abra naquele instante. Uma mensagem carinhosa, um abraço ou um convite para fazer algo juntos podem manter a proximidade quando o parceiro precisa de mais tempo para si.
Orientações listadas pelo especialista Henri Fesa.
- 1Pergunte como estáSem exigir resposta imediataDisponibilidade
- 2Evite cobrançasNão presuma falta de amorCompreensão
- 3Mantenha o vínculoMensagem, abraço ou conviteCarinho
- 4Não compare sofrimentosCada pessoa vive uma faseRespeito
- 5Amplie o apoioEm sofrimento intensoAjuda especializada
O cuidado, segundo o especialista, também exige evitar comparações que diminuam o sofrimento do outro. Frases que relativizam a dificuldade vivida podem criar distância no casal, em vez de oferecer apoio.
- Demonstrar disponibilidade para ouvir.
- Evitar transformar o afastamento em cobrança.
- Respeitar o tempo de quem não quer falar.
- Manter gestos de carinho e companhia.
- Não comparar sofrimentos.
Limites do apoio dentro do casal
Dar espaço não equivale a abandonar, mas acolhimento também não deve se transformar em controle, de acordo com Fesa. O especialista diz que o parceiro pode oferecer presença e carinho, respeitando quando a outra pessoa não deseja conversar.
Ele ressalta que compreender uma fase de menor energia ou atenção não significa aceitar qualquer comportamento. A proposta é não converter automaticamente uma dificuldade individual em um conflito sobre o relacionamento.
Quando buscar outras pessoas
Se o sofrimento se tornar intenso, sobretudo diante de falas sobre vontade de morrer ou desistir da vida, Fesa orienta que o parceiro não tente lidar com a situação sozinho. Nesses casos, o apoio do relacionamento pode ser acompanhado pela busca de ajuda especializada e pelo envolvimento de pessoas de confiança.
Segundo ele, essa medida evita que uma responsabilidade que ultrapassa os limites do casal fique restrita apenas à relação.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: Linda Hosek/Wikimedia Commons (Public domain)

