Looks e Tendências
Por Tiago da Silva Cândido · 2 de julho de 2025
Não existe um estilo único: são mais de 300 povos, cada um com sua estética.
Hoje ela inclui também estilistas indígenas com peças contemporâneas, e o melhor jeito de usá-la é comprar de quem produz.
Quando se fala em moda indígena, é comum imaginar uma imagem única: cocar de penas, saia de palha e pintura no rosto.
Na prática, os Kayapó do Pará e de Mato Grosso, os Huni Kuin do Acre e os Pataxó da Bahia têm formas próprias de se vestir, pintar e se enfeitar.
A arte kusiwa, dos Wajãpi do Amapá, com motivos como a jiboia e a borboleta, foi registrada como patrimônio imaterial pelo Iphan e reconhecida pela Unesco.
Os trabalhos em miçanga dos Kayapó, dos Huni Kuin e dos Yawanawá, por exemplo, são reconhecidos pelas cores e pelos padrões.
No vídeo abaixo, do canal Ayala Azhara, o tema é a influência da cultura dos povos originários sobre a moda feita no Brasil.
Para quem compra, isso significa levar uma peça com origem conhecida e renda que volta para quem a criou.
Entender o contexto faz diferença. Conhecer melhor a diversidade da cultura brasileira ajuda a enxergar essas peças além da estética.
Pode, e comprar diretamente de artesãos indígenas é uma forma de apoiar essas comunidades.
A relação com a moda afro-brasileira é próxima: nos dois casos, a roupa também afirma identidade e resistência.