Moda
Por Tiago da Silva Cândido · 21 de janeiro de 2026
Tecidos sustentáveis são os que causam menos impacto em alguma etapa da vida da roupa: cultivo, fabricação, uso ou descarte.
As opções mais consistentes hoje são o algodão orgânico certificado, o linho, o cânhamo, o lyocell e o poliéster reciclado.
O impacto de uma roupa não depende só da planta ou do material de origem.
Pelas regras do GOTS, a peça rotulada como orgânica precisa ter pelo menos 95% de fibra orgânica certificada; a rotulada como "feita com orgânico", pelo menos 70%.
No Brasil, a Embrapa desenvolveu variedades de algodão naturalmente colorido, em tons de marrom e verde, que dispensam o tingimento da fibra.
O linho vem do caule da planta de mesmo nome e é uma das fibras mais antigas usadas em roupas. Em muitas regiões produtoras, cresce com pouca irrigação e poucos defensivos.
Os selos GRS (Global Recycled Standard) e RCS (Recycled Claim Standard) confirmam o conteúdo reciclado.
GOTS e OEKO-TEX têm consultas públicas nos próprios sites, onde dá para ver se a empresa ou o número do certificado é válido.
A escolha da fibra ajuda, mas o maior ganho vem de comprar menos e usar mais.
Não necessariamente. Uma peça de algodão convencional bem feita e usada por anos pode ser uma boa escolha.
Na próxima compra, leia a etiqueta, procure um selo verificável e pense em quantas vezes vai usar a peça.