Decoração
Por Tiago da Silva Cândido · 14 de julho de 2025
Os sofás mais caros do mundo não estão nas lojas de móveis: são peças históricas de design, disputadas em leilão, e modelos assinados feitos à mão em pequena escala.
Entre os mais valorizados estão o sofá Lábios de Mae West, de Salvador Dalí, o Ours Polaire, de Jean Royère, e o Serpentine, de Vladimir Kagan.
Quem procura uma lista definitiva de sofás caros encontra números muito diferentes de um site para outro.
Foram feitos poucos exemplares, e hoje há peças em acervos de museus, como o Victoria and Albert Museum, em Londres.
A ideia inspirou o sofá Bocca, lançado em 1970 pelo grupo italiano Studio 65 para a fabricante Gufram, uma versão pop bem mais fácil de encontrar que o original.
O decorador francês Jean Royère desenhou, em meados do século 20, o conjunto Ours Polaire ("urso-polar"), com sofá e poltronas de formas arredondadas, baixas e muito estofadas.
O Serpentine, dos anos 1950, é o mais lembrado. As peças produzidas pelo estúdio dele entre as décadas de 1950 e 1970 são as mais procuradas por colecionadores.
Lançado em 1972 pela fabricante suíça De Sede, o DS-600 é formado por módulos de couro unidos entre si, que podem ser encadeados quase sem limite e formam uma linha sinuosa.
Vários desses nomes vieram da arquitetura, como Le Corbusier e Mario Bellini, e isso aparece no desenho: proporção, estrutura e encaixe pensados como os de um edifício.
Listas com sofás de ouro ou diamantes costumam não ter venda comprovada.
Os preços mais altos conhecidos para sofás aparecem em leilões de peças históricas, como originais de Jean Royère e de outros decoradores do século 20.