Programa estadual levou técnicas têxteis e uma demonstração ao vivo para encontro em Castelo Branco.
O Programa do Artesanato Paraibano (PAP) participou da primeira Bienal Internacional de Artes e Ofícios, realizada em 4 e 5 de setembro no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, em Portugal. A representação brasileira apresentou técnicas como crochê, bordado, macramê e renda renascença, associadas a referências culturais da Paraíba.
A gestora do programa, Marielza Rodriguez Targino de Araújo, integrou uma mesa-redonda sobre empreendedorismo e internacionalização nas indústrias criativas. Segundo ela, a participação deu continuidade ao intercâmbio entre Castelo Branco e João Pessoa, cidades vinculadas à Rede de Cidades Criativas da Unesco na área de artesanato e artes populares.
Técnicas e demonstração ao vivo
Além das peças têxteis, a delegação paraibana levou uma oficina conduzida pela bordadeira Amanda Cosme. A demonstração mostrou ao público o processo de produção artesanal durante o evento.
Marielza afirmou que o PAP trabalha com design e inovação em cocriação com as artesãs, sem retirar delas o protagonismo sobre os conhecimentos tradicionais. Conforme a gestora, algumas coleções também usam obras de artistas plásticos como referência para a criação de novos produtos.
Renda renascença ganha destaque
Monteiro, no Cariri paraibano, foi citado durante a programação como referência da renda renascença. O município recebeu do Conselho Mundial do Artesanato o título de Cidade Mundial do Artesanato para essa técnica em 2022.

Para a gestora, a renovação de produtos pode contribuir para preservar os ofícios e aproximá-los de públicos mais jovens. Ela relacionou a atividade artesanal à manutenção das tradições transmitidas entre gerações, incluindo influências de Portugal, da Ilha da Madeira e dos Açores.
Geração de renda no interior
De acordo com Marielza, o programa busca combinar a preservação do fazer tradicional com oportunidades econômicas para artesãos. A proposta é ampliar as vendas e manter trabalhadores em suas comunidades, especialmente em áreas do interior paraibano.
O intercâmbio com Castelo Branco já havia ocorrido em 2025, quando representantes do programa participaram de iniciativas que aproximaram técnicas nordestinas do Bordado de Castelo Branco. A bienal reuniu participantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde para debater patrimônio, artesanato, indústrias criativas, cooperação e internacionalização.
Com informações de oregioes.pt.
Foto de capa: Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
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