Medicamento será destinado a pacientes com obesidade grau II ou III e condições de saúde associadas.
A Prefeitura de Montes Claros publicou, na quarta-feira (23), as regras para fornecer semaglutida na rede municipal de saúde. O remédio será incorporado ao tratamento da obesidade, seguindo um protocolo definido pela Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o município, a medida busca ampliar as ferramentas de cuidado para pessoas com obesidade, doença que a Organização Mundial da Saúde classifica como crônica, multifatorial e sujeita a recorrência. A prefeitura informou que o documento foi elaborado com base em orientações de entidades brasileiras voltadas à endocrinologia e ao estudo da obesidade.
Quem poderá receber o medicamento
Para entrar no programa, será preciso morar em Montes Claros, ter diagnóstico médico de obesidade grau II ou III e comprovar que o tratamento convencional anterior não teve resultado. O paciente também deverá apresentar ao menos uma doença associada à obesidade.
As condições previstas no protocolo são:
- diabetes tipo II;
- hipertensão arterial;
- apneia do sono;
- dislipidemia de difícil controle;
- esteatose hepática não alcoólica com indício de fibrose;
- doença cardiovascular anterior.
Atendimento começa na unidade de saúde
Quem se enquadrar nos requisitos deverá procurar a unidade da Estratégia de Saúde da Família mais próxima de casa. A entrada no fluxo inclui avaliação clínica e acompanhamento multiprofissional, de acordo com a prefeitura.
A administração municipal afirma que a semaglutida pode reduzir o apetite, ajudar no controle da glicemia e favorecer a perda de peso mantida ao longo do tempo. O uso, porém, foi definido como complementar às mudanças de rotina, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.
O que muda para os pacientes
A publicação do protocolo estabelece quais pacientes poderão ser avaliados para receber a semaglutida pelo município. A procura inicial deve ser feita na ESF de referência, onde será iniciado o atendimento previsto nas novas regras.
Com informações de g1.
Foto de capa: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

