As praias de Alagoas mais procuradas ficam em três trechos: Maceió, com praias urbanas e piscinas naturais acessadas de jangada; o litoral sul, com Praia do Francês, Barra de São Miguel e Gunga; e o litoral norte, com a Rota Ecológica dos Milagres, Japaratinga e Maragogi. O mar é calmo em boa parte da costa, e o período mais seco vai de setembro a março.
Como é o litoral alagoano
Alagoas é um estado pequeno, mas o litoral é muito concentrado em atrações. A marca da região são os recifes próximos da costa: eles seguram as ondas, deixam o mar em tons de verde e azul e, na maré baixa, formam as piscinas naturais que aparecem em quase todo passeio. Coqueirais extensos, falésias coloridas e lagoas completam a paisagem. O próprio nome do estado vem das lagoas, como a Mundaú e a Manguaba, perto da capital.
Boa parte do litoral norte está dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, o que explica as regras de visitação em algumas piscinas naturais. Maceió fica no meio da costa e funciona como base para conhecer os dois lados em passeios de um dia, mas quem quer sossego costuma se hospedar direto no norte.
Maceió: praias urbanas com piscinas naturais

A capital tem uma orla contínua, com calçadão e ciclovia, que passa por Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca. Na Pajuçara saem as jangadas para as piscinas naturais que se formam a cerca de 2 km da areia, na maré baixa. O passeio é curto e é o jeito mais fácil de ver os recifes sem sair da cidade. Na mesma praia fica a feira de artesanato, com renda, bordados e peças de palha.

Ponta Verde e Jatiúca concentram hotéis, bares e restaurantes, com mar geralmente tranquilo. É uma boa oportunidade para provar pratos locais, como o sururu, um marisco da lagoa Mundaú, e a tapioca vendida na orla. Ao norte da cidade, Garça Torta, Riacho Doce e Ipioca são mais calmas e têm clima de vila. Nas praias urbanas, vale conferir os boletins de balneabilidade do órgão ambiental do estado antes de entrar no mar.
Litoral sul: Francês, Barra de São Miguel e Gunga
Praia do Francês

Em Marechal Deodoro, a cerca de 25 km de Maceió, a Praia do Francês tem dois lados. Num deles, os recifes formam uma área de água calma, boa para crianças; no outro, o mar aberto tem ondas procuradas por surfistas. A praia tem muitas barracas e movimento, principalmente nos fins de semana. O centro histórico de Marechal Deodoro, antiga capital do estado, fica perto e rende uma parada.
Barra de São Miguel

A Barra de São Miguel tem mar protegido por uma barreira de recifes, o que deixa a água calma e rasa em boa parte do dia. É uma opção tranquila para famílias e o principal ponto de saída dos barcos e lanchas que atravessam até a Praia do Gunga.
Praia do Gunga

No município de Roteiro, o Gunga fica numa ponta de areia entre a Lagoa do Roteiro e o mar, cercada por um coqueiral extenso. A imagem mais conhecida é a do mirante no alto das falésias coloridas, de onde se vê a faixa de areia, os coqueiros e as duas águas. Dá para chegar de barco, saindo da Barra de São Miguel, ou por terra; passeios de buggy pelas falésias também são oferecidos na região.
Mais ao sul: dunas e a foz do São Francisco
Seguindo em direção a Sergipe, o litoral fica mais vazio. As Dunas de Marapé, em Jequiá da Praia, juntam rio, dunas e mar. No extremo sul, em Piaçabuçu, passeios de barco levam até a foz do Rio São Francisco, onde o rio encontra o oceano entre dunas; no mesmo município fica a Praia do Peba, extensa e pouco urbanizada. Quem vai para esse lado pode incluir Penedo, cidade histórica às margens do rio; este roteiro de turismo em Penedo ajuda a planejar a parada.
Litoral norte: Rota dos Milagres, Japaratinga e Maragogi
São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras

A Rota Ecológica dos Milagres reúne praias de Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, a cerca de 100 km de Maceió. É o trecho mais procurado por quem quer sossego: praias com pouca gente, coqueiros até a areia e pousadas pequenas, em vez de grandes hotéis. Entre as mais conhecidas estão a Praia do Toque, em São Miguel dos Milagres, e a Praia do Patacho, em Porto de Pedras, que tem um guia próprio sobre a Praia do Patacho.
Na maré baixa, jangadas levam até as piscinas naturais de São Miguel dos Milagres. Em Porto de Pedras, no rio Tatuamunha, há passeios de observação do peixe-boi marinho, espécie ameaçada que é protegida na região. Os passeios seguem regras para não perturbar os animais.
Japaratinga

Vizinha de Maragogi, Japaratinga tem mar calmo e raso, com piscinas naturais na maré baixa e clima de cidade pequena. É uma alternativa mais tranquila para quem quer ficar perto dos passeios de Maragogi sem o mesmo movimento.
Maragogi e as galés

Maragogi fica no extremo norte do estado, a cerca de 130 km de Maceió, e também pode ser acessada a partir de Recife, a uma distância parecida. A atração principal são as galés, piscinas naturais formadas por recifes a alguns quilômetros da costa, onde se chega de catamarã ou lancha na maré baixa para nadar e usar snorkel. Existem outros pontos de piscinas, como Taocas e Barra Grande, com passeios parecidos.
Como a área fica dentro da APA Costa dos Corais, a visitação às piscinas tem controle e regras, e os passeios dependem do horário da maré. Reserve com antecedência na alta temporada e confirme o horário na véspera.
Praia de Antunes

Ainda em Maragogi, a Praia de Antunes tem coqueiral, areia clara e mar calmo, com menos estrutura e menos gente que o centro. É uma boa escolha para passar o dia depois do passeio às galés.
Como escolher a praia certa
| Se você quer | Melhor base | Praias para incluir |
|---|---|---|
| Estrutura e passeios de um dia | Maceió | Pajuçara, Francês, Gunga, Barra de São Miguel |
| Sossego e pousadas pequenas | São Miguel dos Milagres ou Porto de Pedras | Toque, Patacho, Lages |
| Piscinas naturais em alto-mar | Maragogi ou Japaratinga | Galés, Taocas, Antunes |
| Viagem com crianças pequenas | Maceió ou Barra de São Miguel | Ponta Verde, lado calmo do Francês, Barra de São Miguel |
| Natureza e história | Penedo ou Piaçabuçu | Foz do São Francisco, Praia do Peba |
Maré, passeios e cuidados
- Tábua de marés: quase todo passeio de piscina natural depende da maré baixa. As marés mais baixas costumam acontecer perto da lua cheia e da lua nova, e os horários mudam todo dia.
- Passeios credenciados: prefira jangadeiros e agências autorizados, principalmente nas piscinas dentro da área de proteção.
- Corais: não pise nos recifes, não leve pedaços para casa e não dê comida aos peixes.
- Sol: o sol é forte o ano todo. Use protetor, chapéu e camiseta com proteção UV nos passeios de barco.
- Deslocamento: as distâncias entre as regiões são grandes para bate-volta. Dividir a viagem entre Maceió e o litoral norte economiza horas de estrada.
Melhor época para ir
A época mais seca no litoral de Alagoas vai de setembro a março, com céu aberto e mar mais transparente. Entre abril e julho chove mais, e dias nublados deixam as piscinas naturais menos coloridas, embora ainda seja possível aproveitar entre uma chuva e outra. Dezembro, janeiro e o Carnaval são a alta temporada, com mais gente e hospedagem mais cara; setembro, outubro e novembro costumam juntar tempo bom e menos movimento.
Se quiser comparar com outros destinos da região antes de decidir, veja este panorama das praias do Nordeste e o que cada estado oferece.
Para fechar o roteiro
Para uma primeira viagem, alguns dias em Maceió com passeios ao Gunga e à Praia do Francês, somados a duas ou três noites no litoral norte, cobrem o melhor das praias alagoanas. Antes de fechar cada passeio, confira a tábua de marés: é ela que define se as piscinas naturais vão estar no ponto.






