Ecoturismo e Aventura
Por Tiago da Silva Cândido · 24 de março de 2026
Foto: Dsdugan/Wikimedia Commons (CC0)
A caverna mais profunda do mundo conhecida hoje é a Veryovkina, no maciço de Arabika, no Cáucaso, com 2.212 metros de desnível entre a entrada e o ponto mais baixo já explorado.
A entrada fica no alto do maciço de Arabika, uma grande área de calcário na cordilheira do Cáucaso, perto da cidade de Gagra e da costa do mar Negro.
Para ter uma ideia da escala, é como descer cerca de sete vezes a altura da Torre Eiffel.
Cavernas como a Veryovkina são resultado do carste, o processo em que a água dissolve rochas solúveis, principalmente o calcário.
A Veryovkina é, basicamente, uma sequência de poços verticais ligados por passagens estreitas, cascatas e trechos alagados.
Foto: Dsdugan/Wikimedia Commons (CC0)
A caverna homenageia Alexander Verëvkin, espeleólogo russo morto em 1983 durante uma exploração subterrânea.
2 mil metros
A Krubera foi a primeira caverna explorada além dos 2 mil metros, em 2004, e ficou no topo do ranking até ser superada pela Veryovkina.
O maior sistema de cavernas em extensão é o de Mammoth Cave, no Kentucky (Estados Unidos), com mais de 600 km de passagens mapeadas.
Em compensação, o país tem grutas extensas e várias abertas à visitação, como as do PETAR, no Vale do Ribeira (SP), a Gruta do Lago Azul.
A Veryovkina mostra quanto ainda falta mapear no subsolo: até 2004, nenhuma caverna conhecida passava de 2 mil metros de profundidade.
As cavernas brasileiras são bem mais rasas. A mais profunda conhecida é o Abismo Guy Collet, em Barcelos, no Amazonas, com cerca de 670 metros de desnível.
Foto: Dsdugan/Wikimedia Commons (CC0)