Foto: Joelkaula/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Finanças
Por Mateus · 24 de setembro de 2026
Em análise, Claudio de Moraes afirma que a composição da dívida limita os efeitos dos juros e pressiona o custo fiscal.
Em artigo publicado nesta quarta-feira (24), ele afirma que cerca de metade da dívida está vinculada à taxa básica de juros.
Foto: Joelkaula/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Na avaliação do autor, a alta da Selic reduz a viabilidade de investimentos produtivos e aumenta a atratividade de aplicações financeiras de baixo risco.
O aumento dos juros também eleva rapidamente o custo da parcela da dívida pública atrelada à Selic, afirma o pesquisador.
50%
Moraes afirma que o Brasil já reduziu a fatia dos títulos vinculados à Selic de mais de 50% para aproximadamente 20%.
Para o professor, a experiência mostra que a composição atual não é permanente.
O autor ressalta que o texto não representa uma posição do Banco Central do Brasil nem do Coppead/UFRJ.
A proposta não trata apenas de quando a Selic poderá cair, mas das condições estruturais para que os juros possam permanecer em patamares menores, segundo Moraes.
Foto: Joelkaula/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)