Imóvel ligado à empresa da apresentadora é alvo de cobrança judicial de R$ 11,3 milhões; transferência depende de decisão definitiva.
Um apartamento da Hickmann Serviços Ltda., empresa de Ana Hickmann, entrou em leilão judicial em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. A cobrança é movida pela Informação com Ênfase – Ice Propaganda Ltda. e envolve uma dívida de R$ 11,3 milhões, segundo o edital do processo.
A primeira etapa não teve comprador. A nova rodada começou em 18 de setembro, com lance inicial de R$ 4,16 milhões, e está prevista para terminar às 16h de 8 de outubro, pela plataforma Alienajud.
Valores e características do imóvel
O apartamento garden fica no térreo do Edifício IV, no Conjunto Perdizes Nobre – Bloco A – Place Royale, na Rua Monte Alegre, 838. Avaliado em R$ 5,2 milhões, o imóvel tem 251,50 m² de área privativa coberta, 156,24 m² de área descoberta e seis vagas de garagem.
Dados do edital sobre o imóvel em Perdizes.
- R$ 11,3 milhõesDívida cobradaAtualizada até fevereiro de 2026
- R$ 5,2 milhõesAvaliação
- R$ 4,16 milhõesLance inicialSegunda rodada
- 251,50 m²Área cobertaÁrea privativa
- 8 de outubroEncerramentoÀs 16h
De acordo com o laudo pericial citado no edital, trata-se de uma residência de padrão fino. A unidade reúne três suítes, salas de estar e de almoço, cozinha, área de serviço com dependência para funcionários, churrasqueira coberta e espaço externo ao redor dos quartos e da área social.
O condomínio dispõe de piscinas coberta e descoberta, academia, playground, brinquedoteca, salão de festas, quadra poliesportiva e sauna. O edital informa que o imóvel estava vazio e não tinha pendências de IPTU ou condomínio até julho de 2026.
Disputa sobre o contrato
Ana Hickmann e Alexandre Bello Correa aparecem como fiadores no contrato relacionado ao empréstimo que originou a cobrança. A apresentadora contestou a dívida na Justiça e afirmou que não assinou o documento nem sabia da contratação, feita quando o ex-marido gerenciava a empresa.
A defesa de Hickmann declarou ao g1 que a assinatura atribuída a ela foi falsificada e que uma perícia grafotécnica, já autorizada, deverá examinar o documento. Também informou que o contrato é investigado pelo DEIC. Alexandre Correa nega a fraude e classificou a acusação como “fake news”, segundo o g1.
Situação para interessados
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve o leilão, mas determinou que o apartamento não seja transferido ao eventual vencedor antes de uma decisão final sobre a validade da assinatura. Assim, mesmo com uma arrematação, o comprador terá de esperar o desfecho judicial para ter acesso ao bem.
A matrícula do imóvel ainda registra outras penhoras e ações de execução ligadas a diferentes credores, além de hipoteca em favor de Itaú Unibanco, Banco Itauleasing e Banco Itaucard, conforme o edital.
Com informações de g1.
Foto de capa: Marcos Oliveira/Agência Senado/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

