As mais belas paisagens do mundo incluem os picos dos Andes, o Grand Canyon, as chaminés de pedra da Capadócia, as dunas do Saara e as Cataratas do Iguaçu, e o Brasil soma cenários como os Lençóis Maranhenses. Para cada destino abaixo há o que ver, a melhor época e como chegar, para transformar a foto que inspirou você em um roteiro possível.
Como usar este guia
A lista está organizada por tipo de paisagem: montanhas e cânions, desertos e águas, jardins e, no fim, destinos brasileiros. Em cada destino, a época indicada é a mais procurada, não a única possível; clima e movimento variam de ano para ano, então confirme a previsão e o funcionamento dos parques perto da viagem.
Algumas cenas famosas dependem de um fenômeno com data marcada, como a aurora boreal, a floração da lavanda na Provence e o espelho d’água do Salar de Uyuni. Elas estão explicadas no guia das cenas de viagem mais bonitas e a época de cada uma. E, se a ideia é só se inspirar com fotos, a seleção de imagens de paisagens lindas reúne outros cenários.
Montanhas e cânions
Cordilheira dos Andes

Com cerca de 7 mil quilômetros, os Andes formam a cordilheira mais longa do mundo e atravessam sete países da América do Sul, da Venezuela à Patagônia. O ponto mais alto é o Aconcágua, na Argentina, com quase 7 mil metros. Para quem viaja pela paisagem, três regiões concentram as vistas mais famosas: o Vale Sagrado e Machu Picchu, no Peru; o Deserto do Atacama, no Chile, com vulcões e lagoas de altitude; e a Patagônia, com o parque Torres del Paine, no Chile, e El Chaltén e o glaciar Perito Moreno, na Argentina.
A melhor época depende da região. No Peru, a estação seca, de maio a setembro, é a mais procurada para trilhas e para Machu Picchu; a Trilha Inca fecha em fevereiro para manutenção. Na Patagônia, a temporada vai mais ou menos de outubro a março, quando os dias são longos e as trilhas estão abertas, mas o vento costuma ser forte. Em lugares de altitude, como Cusco e o Atacama, vá com calma nos primeiros dias para o corpo se adaptar.
Grand Canyon, nos Estados Unidos

No norte do Arizona, o rio Colorado escavou ao longo de milhões de anos um cânion com camadas de rocha em tons de vermelho, laranja e ocre. O parque nacional é Patrimônio Mundial da Unesco e tem duas bordas principais: a Borda Sul, aberta o ano todo e mais fácil de acessar, e a Borda Norte, mais alta e menos movimentada, que fecha no inverno. Mirantes como Mather Point e Hopi Point, na Borda Sul, são muito procurados no nascer e no pôr do sol, quando as cores da rocha ficam mais intensas.
As cidades de partida mais comuns são Las Vegas e Phoenix. Primavera e outono têm temperaturas mais agradáveis; no verão, o fundo do cânion é muito quente, e quem desce pelas trilhas deve levar bastante água e evitar caminhar nas horas mais quentes. Brasileiros precisam de visto americano para a viagem.
Capadócia, na Turquia

No centro da Turquia, erupções vulcânicas antigas cobriram a região de cinzas que viraram uma rocha macia, o tufo. A erosão esculpiu nela as torres pontudas chamadas chaminés de fadas, e ao longo dos séculos as pessoas escavaram casas, igrejas e até cidades subterrâneas, como Derinkuyu e Kaymaklı. O Parque Nacional de Göreme e os sítios rupestres da Capadócia são Patrimônio Mundial da Unesco.
A imagem mais conhecida da região é a de dezenas de balões sobre os vales ao amanhecer. Os voos dependem do tempo e podem ser cancelados por vento, por isso marcar o passeio para os primeiros dias da estadia deixa margem para remarcar. Primavera e outono são boas épocas para caminhar por vales como o Vale Rosa e o Vale do Amor; no inverno, a neve cobre as formações e muda completamente a paisagem.
Desertos e águas
Deserto do Saara

Maior deserto quente do planeta, o Saara ocupa boa parte do norte da África. Para turistas, a porta de entrada mais comum é o Marrocos: de Marrakech e Fez saem passeios até as dunas de Erg Chebbi, perto de Merzouga, com noite em acampamento no deserto e passeio de dromedário ao nascer ou ao pôr do sol. Egito e Tunísia também oferecem roteiros pelo deserto.
A melhor época vai do outono à primavera do hemisfério norte, mais ou menos de outubro a abril; no verão o calor é extremo. Mesmo nos meses amenos, a noite no deserto é fria, então leve agasalho. As regras de entrada mudam de país para país: confira no Portal Consular do Itamaraty se é preciso visto para o destino escolhido.
Cataratas do Iguaçu

Na fronteira entre Brasil e Argentina, o rio Iguaçu despenca em cerca de 275 quedas, número que varia com o volume de água. Os dois parques nacionais que protegem as cataratas, um de cada lado, são Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco. A Garganta do Diabo, a queda principal, pode ser vista dos dois países.
Vale reservar um dia para cada lado. O brasileiro, em Foz do Iguaçu, oferece a vista panorâmica, com uma trilha que termina numa passarela sobre o rio. O argentino, a partir de Puerto Iguazú, tem vários circuitos de passarelas, alguns passando por cima das quedas. As cataratas podem ser visitadas o ano todo, e o volume de água muda bastante conforme as chuvas na bacia do rio. Leve capa de chuva ou roupa que possa molhar, porque a névoa encharca quem chega perto.
Ilhas Galápagos, no Equador

A cerca de mil quilômetros da costa do Equador, o arquipélago tem espécies que não existem em outro lugar, como as iguanas-marinhas e as tartarugas-gigantes de Galápagos, e ainda leões-marinhos e atobás-de-pés-azuis que convivem com os visitantes sem medo. Charles Darwin passou pelas ilhas em 1835, e as observações feitas ali contribuíram para sua teoria da evolução por seleção natural.
A maior parte das ilhas é parque nacional, e a visita tem regras rígidas: há taxa de entrada, controle de acesso e muitas áreas só podem ser visitadas com guia credenciado. Dá para conhecer em cruzeiros de vários dias ou a partir de hotéis nas ilhas habitadas, como Santa Cruz e San Cristóbal. A moeda é o dólar americano, a mesma usada no restante do Equador.
Jardins e paisagens moldadas por pessoas
Jardins de Monet, em Giverny

A cerca de 75 quilômetros de Paris, Giverny guarda a casa e os jardins onde Claude Monet viveu e pintou por décadas. O jardim de flores fica em frente à casa, e o jardim d’água, com a ponte japonesa verde e o lago de ninfeias, é o cenário da famosa série de quadros do pintor. A casa e os jardins abrem da primavera ao outono e fecham no inverno.
O acesso mais comum é de trem, da estação Saint-Lazare, em Paris, até Vernon, e dali de ônibus, bicicleta ou a pé até Giverny. As ninfeias florescem sobretudo no verão; na primavera, o destaque são tulipas, íris e a glicínia sobre a ponte. Ir logo no horário de abertura evita as filas mais longas.
Paisagens brasileiras para incluir na lista
Os Lençóis Maranhenses, no Maranhão, formam um campo de dunas brancas entremeado de lagoas de água doce que se enchem com as chuvas do primeiro semestre. As lagoas costumam estar mais cheias entre junho e setembro, e as bases mais usadas são Barreirinhas e Santo Amaro do Maranhão. Os passeios pelas dunas são feitos com guias e veículos credenciados, e o sol forte pede chapéu, protetor e bastante água.
Na Chapada Diamantina, na Bahia, os destaques são mirantes como o Morro do Pai Inácio, cachoeiras como a da Fumaça e grutas com poços de água azul. A estação mais seca, no inverno, facilita as trilhas; no verão, as cachoeiras ficam mais cheias. Outras opções pelo país estão na seleção de paisagens naturais do Brasil.
Resumo: onde fica e quando ir
| Paisagem | Onde fica | Época mais procurada |
|---|---|---|
| Vale Sagrado e Machu Picchu | Peru | Maio a setembro (estação seca) |
| Patagônia | Chile e Argentina | Outubro a março |
| Grand Canyon | Arizona, Estados Unidos | Primavera e outono |
| Capadócia | Turquia | Primavera e outono |
| Deserto do Saara | Marrocos, Egito, Tunísia | Outubro a abril |
| Cataratas do Iguaçu | Brasil e Argentina | O ano todo |
| Ilhas Galápagos | Equador | O ano todo |
| Jardins de Monet | Giverny, França | Primavera e verão (fechados no inverno) |
| Lençóis Maranhenses | Maranhão | Junho a setembro |
Dicas para aproveitar a viagem
- Pesquise a época do lugar, não só a do país. Montanha, deserto e floresta do mesmo destino podem ter estações bem diferentes.
- Chegue cedo aos mirantes famosos. A luz da manhã valoriza a paisagem e há menos gente. Para registrar bem a cena, as dicas de composição para fotos de viagem ajudam bastante.
- Respeite as regras dos parques. Fique nas trilhas, não alimente animais e leve seu lixo de volta.
- Contrate seguro-viagem com cobertura para as atividades do roteiro, como trilhas em altitude e voos de balão.
- Leve roupa em camadas. Deserto, montanha e cachoeira têm variação grande de temperatura ao longo do dia.
Escolha um ou dois destinos desta lista, confira a melhor época e monte o roteiro a partir dela. Com planejamento, a paisagem que você viu em foto vira uma viagem de verdade, no seu ritmo e dentro do seu orçamento.

