Propostas vão da reestatização da Sabesp, CPTM e Metrô à ampliação de concessões e parcerias privadas.
A privatização de empresas e serviços públicos aparece como ponto de divisão entre os candidatos ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. Os planos de governo enviados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúnem propostas que vão da retomada do controle estatal à ampliação de concessões e investimentos privados.
A Sabesp é um dos principais focos do debate. Enquanto candidatos defendem reestatizar a companhia, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, propõe concluir sua desestatização e antecipar para 2029 a meta de universalização de água e esgoto na área operada pela empresa.
Reestatização de empresas e serviços
Carlos Machado, do PCB, propõe reestatizar a Sabesp, o sistema energético paulista, a CPTM e o Metrô. O plano também prevê a criação de uma empresa pública de tecnologia, a retomada de ativos digitais estratégicos e o cancelamento de concessões escolares, com o fim das escolas cívico-militares.
Izadora Dias, do PCO, defende reestatizar empresas que, segundo sua proposta, foram entregues ao capital estrangeiro. Entre os pontos apresentados estão a nacionalização do petróleo e das reservas minerais, a criação de uma estatal para exploração de terras raras e a redução imediata de 50% no preço dos combustíveis.
Vivian Mendes, da UP, também prevê a retomada do controle público da Sabesp, com redução de tarifas e gestão por trabalhadores e usuários. Ela propõe ainda reestatizar a geração e distribuição de energia, a CPTM e o Porto de Santos, além de encerrar concessões de estradas, transportes e organizações sociais.
Fiscalização e expansão de concessões
O plano de Fernando Haddad, do PT, não prevê reestatizar a Sabesp. A proposta é reforçar a fiscalização estadual sobre empresas privadas, com possibilidade de multas e punições quando os serviços não forem prestados com qualidade ou dentro do prazo.
Para as linhas de trem, metrô e rodovias pedagiadas, Haddad propõe acompanhamento direto dos cronogramas. Já Tarcísio defende atrair investimentos privados, conceder serviços públicos e desestatizar ativos, além de ampliar portos e aeroportos concedidos ou privatizados.
Transporte, educação e parcerias
Vera Lúcia, do PSTU, propõe reestatizar a CPTM e o Metrô e acabar com parcerias público-privadas, organizações sociais e fundações empresariais na formulação de políticas educacionais. Seu plano inclui a criação de um banco público estadual e de um sistema público de crédito com recursos recuperados das privatizações.

Tarcísio também prevê ampliar parcerias nas áreas de saúde e educação, incentivar concessionárias estaduais a contratar jovens e expandir o monitoramento do programa Muralha Paulista por meio de acordos com a iniciativa privada. As propostas foram apresentadas pelos próprios candidatos em seus registros eleitorais, segundo levantamento do Metrópoles.
Situação de outra candidatura
A candidatura da Policial Edjane, do Agir, foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em 18 de setembro, informou o Metrópoles. Por isso, ela não disputa o governo paulista.
Com informações de metropoles.com.
Foto de capa: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

