Levantamentos citados pela CNN Brasil mostram uso crescente da tecnologia para pesquisar roteiros, enquanto experiências mais lentas e próximas também ganham espaço.
A inteligência artificial passou a ser usada por brasileiros para pesquisar destinos, organizar roteiros e encontrar atividades durante viagens de lazer. O tema está no centro do Dia Mundial do Turismo, celebrado em 27 de setembro, cuja proposta neste ano, segundo a ONU Turismo, é discutir a agenda digital e a IA na transformação do setor.
Dados da Booking.com apontam que 63% dos brasileiros utilizaram IA em 2025 no planejamento ou ao longo de uma viagem, e 80% pretendem recorrer à tecnologia ainda em 2026. Mesmo com a adesão, o uso se concentra mais em recomendações do que em decisões automatizadas, de acordo com o levantamento.
IA serve mais para pesquisar do que reservar
A pesquisa da Booking.com mostra que 44% dos entrevistados usaram ferramentas de IA para obter sugestões de passeios e restaurantes. Já 18% afirmaram ter empregado a tecnologia para concluir reservas, o que indica uma diferença entre buscar inspiração e delegar a compra.
Percentuais citados pela pesquisa da Booking.com.
- 63%Usaram em 2025planejamento ou viagem
- 80%Uso previsto em 2026
- 44%Sugestões de atividadesatividades e restaurantes
- 18%Reservas com IA
- 51%Ideias de roteiros
O estudo ouviu mais de 32 mil viajantes de 34 mercados em janeiro e incluiu um recorte brasileiro com pessoas que haviam feito viagens de lazer nos 12 meses anteriores. Entre os participantes do país, 51% disseram que a IA ajudou a encontrar ideias de destinos e itinerários.
| Uso ou intenção de uso da IA | Percentual |
|---|---|
| Usaram em 2025 | 63% |
| Pretendem usar em 2026 | 80% |
| Buscaram atividades e restaurantes | 44% |
| Fizeram reservas | 18% |
| Encontraram ideias de roteiros | 51% |
Curadoria humana ainda pesa
Uma sondagem da Civitatis com mais de 7 mil viajantes da América Latina e da Europa indicou que metade ainda não usa IA para planejar deslocamentos. Entre os problemas relatados estão dados antigos, links indisponíveis, atrações que não existem e recomendações que não combinam com o perfil do visitante.
O cenário descrito pela CNN Brasil aponta que a tecnologia pode reunir informações e abrir possibilidades, mas a seleção do que fazer e onde ficar continua sendo feita por boa parte dos viajantes. Indicações pessoais, pesquisas próprias e mudanças de plano permanecem presentes na organização das viagens.
Viagens mais lentas e experiências ao ar livre
Além das ferramentas digitais, a reportagem cita o avanço de roteiros com permanência maior em um único destino, modelo conhecido como slow travel. A proposta prioriza uma vivência mais aprofundada do lugar em vez de uma agenda cheia de atrações.

Também cresce o interesse pelo glamping, hospedagem que une contato com a natureza e estrutura de acomodação convencional. Segundo a Grand View Research, esse mercado deve alcançar US$ 4,2 bilhões em 2026, cerca de R$ 21,6 bilhões, alta de 10,5% ante o ano anterior. Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, e a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, são citados como destinos com esse tipo de experiência.
O que muda para quem planeja uma viagem
No segundo semestre, viagens nacionais de um a três dias aparecem com força, enquanto feriados favorecem estadias de quatro a sete dias, segundo a CNN Brasil. A plataforma Airbnb informou que as buscas por viagens em família dentro do país cresceram 40% entre setembro e novembro.
Com informações de msn.com, CNN Brasil.
Foto de capa: Luis García (Zaqarbal)/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 es)
Esta notícia foi produzida com apoio de inteligência artificial a partir das fontes indicadas e passou por checagens automáticas de fidelidade às fontes antes da publicação. Como usamos IA. Encontrou um erro? Peça uma correção.

