Exercícios devem respeitar os limites do corpo e começar com orientação profissional, sobretudo em casos de dor.
A mobilização articular do quadril reúne técnicas e movimentos voltados a ampliar a qualidade e a amplitude dos movimentos da articulação. Segundo especialistas ouvidos pela Boa Forma, ela pode ser indicada diante de rigidez, desconforto, redução de mobilidade ou dificuldade para executar determinadas ações.
O quadril participa do avanço das pernas, da estabilização do corpo e da transferência de peso durante a caminhada. Por isso, trabalhar a mobilidade de forma adequada pode favorecer a passada e tarefas diárias, como subir escadas e se levantar de uma cadeira, afirma a fisioterapeuta Fabi Pinelli.
Mobilidade não é flexibilidade
O ortopedista Maurício Leite explica que mobilidade e flexibilidade não são a mesma coisa. A mobilidade envolve a capacidade de controlar o movimento da articulação; tentar aumentar a amplitude à força pode provocar sobrecarga ou agravar uma lesão já existente.
Quando há limitação relevante no quadril, o corpo pode compensar o movimento com a coluna lombar, o joelho ou o tornozelo. Para Leite, a mobilização é uma ferramenta para melhorar as condições mecânicas da marcha, mas não há um único exercício capaz de corrigir a caminhada.
Como os exercícios devem ser feitos
O ortopedista Filipe Lima afirma que a prática em casa pode ser feita depois da avaliação e do ensino por um profissional, que identifica qual movimento está limitado e escolhe a técnica adequada. Em consultório, fisioterapeutas podem usar tração, deslizamentos, movimentos oscilatórios e mobilização com movimento.
Entre as versões caseiras citadas pelo médico estão levar os glúteos em direção aos calcanhares na posição de quatro apoios, avançar suavemente o quadril com uma perna à frente e usar faixa elástica para uma leve tração da perna. Os movimentos devem ser lentos e não causar dor.
A personal trainer e nutricionista Aline Becker também sugere círculos controlados com o joelho para movimentar o quadril. A indicação apresentada é de 2 a 3 séries de 5 a 8 rotações por lado, mantendo a pelve estável e o core ativado.
Quando interromper a atividade
Dor aguda, travamento, estalos com dor, perda de força ou sintomas persistentes depois do exercício são sinais para interromper a prática e buscar avaliação, segundo Maurício Leite. Pessoas com dor persistente, cirurgia ou trauma prévios, limitação importante de movimento ou doença articular diagnosticada precisam de orientação individualizada antes de iniciar a mobilização.
Com informações de boaforma.abril.com.br.
Foto de capa: Airman 1st Class Daniel Brosam/Wikimedia Commons (Public domain)

