Os lugares que rendem as fotos mais bonitas de Belém são o Mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas ao pôr do sol, o Theatro da Paz, o Mangal das Garças, o centro histórico da Cidade Velha, com o Forte do Presépio e a Catedral da Sé, e a Ilha do Combu, do outro lado do rio. Veja abaixo as fotos de Belém, o que cada cenário mostra e o melhor horário para registrar.
Onde a cidade começou: a Cidade Velha
Belém foi fundada em 1616 pelos portugueses, às margens da Baía do Guajará, e o núcleo original continua de pé no bairro da Cidade Velha. Ali ficam, lado a lado, o forte, a catedral, a Igreja de Santo Alexandre e a Casa das Onze Janelas, conjunto conhecido como Feliz Lusitânia, nome do primeiro povoado. Dá para percorrer tudo a pé em uma manhã.
Forte do Presépio

Foi a partir desse forte que a cidade nasceu. Hoje ele funciona como museu, com peças arqueológicas da região e canhões voltados para a baía. A muralha rende fotos amplas da água, dos barcos e do Ver-o-Peso logo ao lado, principalmente no fim da tarde, quando a luz fica dourada.
Catedral da Sé

A Catedral Metropolitana, dedicada a Nossa Senhora da Graça, foi construída no século 18 e teve participação do arquiteto italiano Antonio Landi, que deixou sua marca em vários prédios da cidade. A fachada clara fica bonita com a luz da manhã, e o interior tem altares trabalhados e pinturas. É da Sé que sai o Círio de Nazaré, a grande procissão de outubro.
Casa das Onze Janelas
O antigo casarão, vizinho ao forte, virou espaço cultural com exposições de arte contemporânea e uma área externa voltada para a baía. É uma das vistas mais bonitas do centro histórico e um bom ponto para esperar o pôr do sol.
Ver-o-Peso e a orla da Baía do Guajará
Mercado Ver-o-Peso

O Ver-o-Peso costuma ser apresentado como a maior feira a céu aberto da América Latina e é o retrato mais conhecido de Belém. O nome vem do posto onde os portugueses pesavam mercadorias para cobrar impostos, no século 17. As imagens clássicas são o Mercado de Ferro, com suas torres pontudas e a estrutura metálica montada no começo do século 20, as bancas de frutas, as ervas e garrafadas e os barcos chegando com peixe e açaí. Para ver o mercado em mais detalhes, confira nossas fotos do Ver-o-Peso.
Estação das Docas

Os antigos galpões de ferro do porto foram restaurados e reabertos em 2000 como um complexo de restaurantes, bares, lojas e espaço de eventos. O calçadão à beira da baía é o lugar mais procurado para fotografar o pôr do sol em Belém, porque o sol desce sobre a água. Também saem dali passeios de barco pela orla, que mostram a cidade vista do rio.
Orla do Portal da Amazônia
Mais ao sul, no bairro do Jurunas, a orla do Portal da Amazônia tem um calçadão longo à beira do Rio Guamá. É uma boa alternativa para fotos do rio, com menos movimento que a Estação das Docas.
A Belém da Belle Époque
No fim do século 19 e começo do 20, o ciclo da borracha trouxe muito dinheiro para a cidade, e parte dessa riqueza virou teatro, palacetes, praças com coretos de ferro e mercados com estruturas importadas da Europa. É essa arquitetura, sombreada pelas mangueiras que deram a Belém o apelido de cidade das mangueiras, que aparece em boa parte das fotos da capital paraense.
Theatro da Paz

Inaugurado em 1878, na Praça da República, o Theatro da Paz é o prédio mais imponente desse período, com fachada neoclássica, salão nobre e plateia em formato de ferradura. Há visitas guiadas em horários definidos, e assistir a um espetáculo é a melhor forma de ver o interior iluminado. As regras para fotografar lá dentro podem mudar, então pergunte na entrada.
Basílica de Nazaré
A Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré guarda a imagem venerada no Círio e tem interior com mármore, mosaicos e vitrais. Fica na Avenida Nazaré, a poucos minutos de carro da Praça da República. Em outubro, as ruas ao redor ficam tomadas pela festa; as imagens da procissão estão reunidas nestas fotos do Círio de Nazaré.
Praça Batista Campos
Com lagos, pontes, coretos de ferro e muita sombra, é uma das praças mais fotogênicas da cidade. De manhã cedo a luz entra filtrada pelas árvores, e o movimento é de moradores caminhando.
Natureza dentro da cidade
Mangal das Garças

O parque, na Cidade Velha, à beira do Rio Guamá, recria ambientes da região com lagos, trilhas, um viveiro de aves e um borboletário. Garças circulam pelos lagos, e o viveiro reúne guarás, de plumagem vermelha, e outras aves amazônicas. O Farol de Belém, uma torre-mirante dentro do parque, mostra o rio e os telhados do centro de cima.
Museu Emílio Goeldi e Bosque Rodrigues Alves
O Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, instituição de pesquisa criada no século 19, reúne árvores amazônicas e animais da região numa área verde no meio da cidade. O Bosque Rodrigues Alves, no bairro do Marco, preserva um trecho de mata com árvores altas, lagos e trilhas. Os dois são bons para fotos de natureza sem sair de Belém.
Do outro lado do rio: Ilha do Combu

A travessia de barco pelo Rio Guamá leva cerca de 15 minutos e sai principalmente da Praça Princesa Isabel, no bairro do Condor. A ilha tem restaurantes em palafitas, igarapés, casas ribeirinhas e produção artesanal de chocolate com cacau da própria ilha, que pode ser visitada. As melhores fotos saem do barco, com a floresta na margem e a cidade ao fundo, e das passarelas de madeira sobre a água.
Quando fotografar e cuidados com a câmera
- Madrugada e manhã cedo: é quando os barcos descarregam o açaí no Ver-o-Peso, o mercado está mais movimentado e a luz é suave.
- Fim da tarde: orla da Estação das Docas, muralha do forte e Casa das Onze Janelas, com o sol descendo sobre a baía.
- Chuva: principalmente entre dezembro e maio, chove forte à tarde, em geral por pouco tempo. Deixe os passeios ao ar livre para a manhã e leve uma capa ou saco plástico para o equipamento.
- Umidade: ao sair de um lugar com ar-condicionado, a lente embaça. Espere alguns minutos antes de fotografar.
- Pessoas: peça licença antes de fotografar feirantes, vendedores e moradores das ilhas. A foto costuma ficar melhor com a pessoa à vontade.
- Segurança: em áreas cheias, como o Ver-o-Peso e as ruas de comércio, mantenha celular e câmera junto ao corpo e evite ruas vazias à noite.
Roteiro fotográfico em dois dias
- Dia 1, manhã: Ver-o-Peso cedo, Forte do Presépio, Catedral da Sé e Casa das Onze Janelas, todos a pé na Cidade Velha.
- Dia 1, tarde: Mangal das Garças e, no fim do dia, pôr do sol na Estação das Docas.
- Dia 2, manhã: Praça da República e Theatro da Paz, Basílica de Nazaré e Museu Goeldi.
- Dia 2, tarde: travessia para a Ilha do Combu, com almoço em restaurante à beira do rio.
Com mais tempo, vale conhecer a cidade além dos cenários: comida típica, bairros para se hospedar e a melhor época para ir estão no nosso guia de viagem para Belém. Para outras paisagens do país, veja também a seleção de fotos de lugares do Brasil.
Se tiver só uma manhã, fique com o Ver-o-Peso e a Cidade Velha, que concentram a história de Belém em poucos quarteirões. E reserve pelo menos um fim de tarde para a orla: o céu sobre a Baía do Guajará costuma ser a imagem que todo mundo leva da cidade.
Foto de capa: Mauricio Mercer [2]/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

